Um dos blogs que tenho visitado e lido bastante é o da Barbara. E ela tem um projeto de blogagem coletiva (Blogagem coletiva Work Of Art). Eu, metida, pedi para fazer parte e cá estou, escrevendo o meu primeiro post do WOA. O tema da vez é favoritos do momento. Achei uma boa forma de quebrar o clima péssimo que ficou por aqui depois do último post… Ando numa fase de tentar prestar mais atenção nas pequenas coisas que me fazem bem para tentar enxergar o melhor lado de viver, em oposição ao caos que é a vida adulta. Por isso, quero registrar aqui algumas delas: São detalhes cotidianos, mas que viram pequenas âncoras de alegria. 💛 Este é um post mensal do grupo de blogagem coletiva Work of Art, faça parte também. Tema do mês: Favoritos do momento
Reflexões
♣ Escrever para entender. Escrever para lembrar. Escrever para resistir. Um espaço para memórias, pensamentos e divagações.
agosto
Sabe aquele ditado popular que fala que agosto é o mês do desgosto? Ou algo parecido com isso. Pois é, esse agosto me pegou de jeito. Normalmente eu sou uma pessoa bem cética, não me apego a crendices. Mas dessa vez… tá puxado. Parece que o mês resolveu me testar: uma coisa acontece, mal dá tempo de respirar e já vem outra. Poderia fazer uma lista. Mas esse post ficaria imenso. Não tem nada muito terrível. Ainda bem. Mas é um acúmulo de pequenas coisas do dia a dia que vão chegando em sequência, se embolando. Antes de resolver uma já tem mais duas. Só para dar um exemplo: peguei um baita banho de chuva indo pro trabalho. Precisei atravessar um trecho alagado para chegar na parada de ônibus (ponto de ônibus, a depender do lugar que você mora), e nem guarda-chuva deu conta. O pior não foi chegar encharcada na escola e ter que usar uniforme dos alunos o…
A literatura clandestina dos ônibus
No meio da pressa, do barulho do motor e das janelas embaçadas, algumas vezes é possível encontrar poesia. Não aquela dos livros, mas a que alguém deixa escrita às pressas, rabiscada no encosto da cadeira, como quem não aguenta guardar tudo só para si. Um ato que é considerado vandalismo, mas um vandalismo poético. Uma confissão, um sussurro ou um grito em meio ao caos da vida urbana. Na última semana encontrei duas frases, em diferentes viagens de ônibus, que só pude notar porque as viagens eram menos caóticas do que o normal. Só assim pude dar atenção antes de voltar para o meu mundinho de livro na mão e fone nos ouvidos: “Não sei por que me rasgo pelos outrosmesmo sabendo que me costurar dói do mesmo jeito depois.” E em outro ônibus: “E agora se inicia a pequena vida do sobrevivente da catástrofe do amor… […]Já não amoAgora posso atuar no mundo […]Já não estou louca.” Fiquei pensando…
Entrando no HRCYED 2.0: Um desafio de leitura sem pressa
Descobri o The Hardest Reading Challenge You’ll Ever Do (HRCYED) 2.0 alguns dias depois de ele ter começado oficialmente, em 7 de julho de 2025 — mas decidi que vou contar meus livros lidos desde essa data mesmo assim. Conheci o desafio enquanto zapeava vídeos no BookTube, procurando por lives com sprints de leitura para manter o ritmo das minhas leituras de férias, igual ao que eu tinha durante a Maratona Literária de Inverno na semana anterior, quando acompanhei as lives do Victor (Geek Freak). Durante essas buscas, descobri o canal Freshly Read Books, e no primeiro vídeo que assisti, a Ana mencionou o HRCYED e explicou como o desafio funciona. Achei o conceito super interessante, mas, a princípio, não tinha intenção de participar. Ou pelo menos foi isso que pensei no começo. O vídeo em que descobri o HRCYED: Pensei em deixar para participar só na próxima edição, no ano que vem. Mas, apenas duas horas depois de assistir…
Aos poucos, recomeçar
Oi, tudo bem? Quanto tempo, né? Na verdade, não faz tanto tempo assim que eu não escrevo aqui. Mas entre os posts mais recentes e a época em que eu escrevia com frequência, muita coisa mudou. E, diferente daquela velha sensação de “parece que foi ontem”, a verdade é que parece que faz uma vida inteira. Mudei de casa (duas vezes). Terminei relacionamentos, comecei outros, vivi intensamente e também vivi cansaços profundos. Gatos chegaram, gatos se foram. Fiz campanhas para ajudar bichinhos de rua, chorei perdas, me senti exausta. Em março de 2020, perdi a Mérida, e em setembro do mesmo ano foi a vez de me despedir do Gandalf. Em maio de 2022, perdi a Willow. Em 2023, o Salem também se foi. Ainda carrego essas dores comigo. Mas o sumiço do blog não significa que deixei de escrever. Pelo contrário: escrevi demais. Dissertação de mestrado, projeto de doutorado, artigos, trabalhos, projetos, aplicação para bolsa no exterior (que não…
🧵. Boneca de linha (re)costurada
Entre agosto de 2007 e agosto de 2008, mantive um blog chamado boneca. Era um espaço pequeno, mas cheio de carinho, onde experimentei formas de escrita entre a ficção, o rabisco, o poema e o silêncio. Um canto à parte, costurado como um bolso secreto dentro do meu antigo site/blog trecosetrapos. A descrição era simples: Boneca de linha ultrapassada, contação. E isso dizia tudo. Era sobre inventar, errar, brincar com palavras, criar cenas curtas e personagens esquisitos, dar voz a pequenos absurdos e emoções costuradas à máquina de escrever da memória. A identidade visual do blog também tinha seu charme. Era simples, com pontos de cor alinhados como miçangas e um cabeçalho que até hoje é um dos meus favoritos. A imagem da boneca antiga, em tom rosado, segurando um ursinho, dava o tom delicado e nostálgico que atravessava também os textos. Como se tudo fosse feito à mão, entre linhas e retalhos de sentimento. Lá, eu falava de caminhos…









