Eu não fiz nada da dissertação essa semana. De novo. Isso está se tornando muito chato. Eu tenho um sério problema de trabalhar em condições não ideias. Eu tenho muito tempo (quarentenando…). Aí não faço nada com ele. E quando to apertada, cada minuto rende. Meu TCC foi moleza pq eu não tinha um segundo livre do dia. Aí eu lia e escrevia muito. Tava trabalhando em dois lugares, cursinho pré vestibular, aula do último semestre. Aí parece que o cérebro entende: tem que render. Tipo inércia. Se tá em movimento, continua em movimento. Se não tá, fica parado. Falta o impulso. Loucura da minha cabeça? Talvez. Mas faz sentido. Se eu tenho tempo, me distraio. Invento mil coisas pra distrair ou só fico parada olhando pro nada. Repetindo: depois eu faço. O depois vira amanhã e assim vai. Imagem destacada: Pexels
Reflexões
♣ Escrever para entender. Escrever para lembrar. Escrever para resistir. Um espaço para memórias, pensamentos e divagações.
Hello World! Eu voltei!
Isso mesmo. Como diz o ditado: o bom filho à casa torna. Exceto que eu não retornei pra casa, eu montei uma casa nova na rede mundial de computadores. Uma nova era. Não sei que outro jeito chamar o nascimento desse blog. Demorei mais de dois anos pra conseguir desapegar do nome trecos&trapos, blog que me acompanhou por tanto tempo, que viu as muitas fases da blogosfera nascer e morrer, que me rendeu momentos e pessoas incríveis. Mas já não era de hoje que esse nome não era mais o que eu queria do lugar que abriga meus textos, minhas fotos, minhas experimentações e minhas aventuras. O trecos & trapos vai ter sempre o espaço dele nas minhas memórias, porém eu sentia que esse nome nunca foi a melhor escolha. Eu sempre pensava que parecia nome de loja de artesanato. Apesar de adorar a descrição: colcha de retalhos. Porque no fundo é isso. Esse blog é uma colcha de retalhos…
Reflexões sobre um pé na bunda
Hoje faz uma semana que o relacionamento no qual eu mais me permiti terminou. Tem um momento depois do pé na bunda que a gente começa a ver, mesmo que ainda muito pouco, por trás do véu da admiração. Aí aquela imagem perfeita que a gente cria na nossa mente apaixonada vai se desconstruindo pouco a pouco. Às vezes vemos que a pessoa em questão nunca gostou realmente de ti e você só se deixou navegar por águas pouco amigáveis por conta de uma idealização. Que foi tudo uma enganação e que você foi só mais uma na rede de conquistas. Entendo que ter muitos matchs no Tinder, muitos encontros e contatinhos pode ser uma massagem no ego. Mas é só isso mesmo. Quando estamos inseguros, com medo ou passando por alguma coisa difícil é bom ter diversas conversas abertas e pessoas interessadas. Been there, done that. Mas elas não vão te fazer sentir melhor consigo mesma a longo prazo,…
Sobre sentimentos
Bom, depois de um final de semana fantástico, sinto-me compelida a me expor um pouco mais nesse blog. Pode ser que eu me arrependa… Então… Eu não gosto de sexo casual. Eu faço, claro, mas não gosto. Eu preciso ter algum tipo de conexão com a pessoa. Essa é a verdade. Eu gosto de transar, não me entenda mal, já usei Tinder só pra isso. Mas no final das contas eu sempre me sinto vazia. Aí eu vou lá e tento mais um pouco. Quando começo a me apegar, me afasto. Isso porque a outra pessoa não tem obrigação de suprir as expectativas que começo a criar nesse processo. Ok, até aí tudo bem. O problema é nos raros momentos em que eu deixo rolar, que continuo investindo, estou sempre cuidando pro apego não virar nada mais. Certo? Certo. Depois de muitos anos, veja bem, MUITOS ANOS, eu me soltei mais e me apaixonei. Apaixonei mesmo. E eu não lembrava…
Violência contra mulher: um pequeno relato
Assim como quase todas as mulheres, desde muito jovem eu fui apresentada a esse mundo que nos trata como inferiores, objetos e, portanto, possíveis de ser violentadas. Então resolvi relatar aqui a primeira vez que ouvi uma briga de casal. Eu ainda era adolescente e não sabia muito bem o que era feminismo, mas já afirmava aos quatro ventos que eu era feminista. Sendo assim, não pude ficar calada com o que estava ouvindo. Foi em 2002, no acampamento do Fórum Social Mundial, aqui em Porto Alegre. Estava na minha barraca, me arrumando para uma confraternização quando alguns metros adiante começou uma gritaria dentro de uma barraca. Era um cara gritando com sua namorada, chamando a menina de vadia, piranha, que ela estava “se oferecendo”pra alguém do acampamento. Entre gritos, xingamentos, ameaças e choro eu não consegui ficar calada e e comecei a gritar de onde estava (pois não dava para distinguir exatamente onde era) para ele deixar a menina…
Sobre fazer 33 anos
Cheguei aos 33. Posso dizer que durante muito tempo nem imaginei como seria ter 30 anos. E não é que já estou nos 33. E estou muito feliz com isso. Não estou dizendo que foi ou está sendo fácil. Muito pelo contrário. Passei por momentos, presenciei acontecimentos e lidei com situações que nem sempre foram fáceis. Mas não poderia estar mais agradecida. A jornada foi tão desafiadora e tive tantos aprendizados com ela que hoje posso dizer que essa é a melhor idade. Estou feliz, mesmo com (ou apesar de) todos os percalços do passado e do presente. Acho que essa é minha melhor idade. Tudo o que eu sou hoje eu devo ao caminho que percorri e ele foi lindo. A vida é como todas as outras, cheia de problemas. A diferença? Me sinto muito mais preparada para lidar com eles. Estou no caminho para me encontrar, em uma jornada de auto conhecimento. A quantidade de coisas que vivi…










