Oi, tudo bem? Quanto tempo, né?
Na verdade, não faz tanto tempo assim que eu não escrevo aqui. Mas entre os posts mais recentes e a época em que eu escrevia com frequência, muita coisa mudou. E, diferente daquela velha sensação de “parece que foi ontem”, a verdade é que parece que faz uma vida inteira. Mudei de casa (duas vezes). Terminei relacionamentos, comecei outros, vivi intensamente e também vivi cansaços profundos. Gatos chegaram, gatos se foram. Fiz campanhas para ajudar bichinhos de rua, chorei perdas, me senti exausta. Em março de 2020, perdi a Mérida, e em setembro do mesmo ano foi a vez de me despedir do Gandalf. Em maio de 2022, perdi a Willow. Em 2023, o Salem também se foi. Ainda carrego essas dores comigo.
Mas o sumiço do blog não significa que deixei de escrever. Pelo contrário: escrevi demais. Dissertação de mestrado, projeto de doutorado, artigos, trabalhos, projetos, aplicação para bolsa no exterior (que não consegui, mas cheguei até a última fase numa vaga super acirrada) a tese que não termina nunca. E incontáveis tweets e depois incontáveis posts no Bluesky. O que faltou, talvez, foi um espaço mais íntimo para escrever de mim para o mundo.
Por que fiquei tanto tempo longe? Não sei dizer exatamente. Síndrome da impostora, a “morte” dos blogs, a correria da vida, rotina, cansaço, preguiça, desânimo, falta de inspiração ou só essa impressão de que já não faz sentido escrever quando tudo ao redor parece tão barulhento, tão visual. A internet virou vídeo. Tudo é vídeo. Primeiro o YouTube, depois o TikTok, agora o Reels, os Shorts, as trends de 30 segundos. Às vezes, parece que escrever virou uma excentricidade.
Mas não estou aqui para fazer um discurso nostálgico. Não é ranço de millennial velha nem inveja dos jovens, juro. É só uma tentativa de entender por que esse cantinho ficou tanto tempo parado. Vou me agarrar em qualquer desculpa que eu puder, peço perdão. E, quem sabe, de começar de novo.
Voltar a escrever aqui faz parte de um movimento maior de reencontro. Com a escrita, com a criação, com o que me faz sentir viva. O teatro também tem me feito falta. Criar, atuar, ensaiar, imaginar… tudo isso pulsa em mim, mesmo quando falta energia. Recentemente me reencontrei com a colagem, o que foi super importante. Também voltei a escrever aqui no blog com um pouco mais de regularidade. Espero que continue, que não seja fogo de palha.
Então este post é isso: um primeiro passo. Um começo possível. Um retorno em julho, no meio do ano, no meio da vida. Que este espaço volte a ser um lugar de troca, de afeto, de ideias, para mim, e talvez também para você. Que a gente possa estabelecer neste espaço um lugar de comunicação e expressão seguro para mim e para você.
Se chegou até aqui: obrigada. E até já.







Acho fundamental continuarmos a escrever nos nossos blogs no meio de tantos vídeos e barulhos.
Estou acompanhado por aqui.
Bjão
Eu também acho, e tenho tentando usar mais a internet para visitar blogs ao invés de ficar dando meu tempo e trabalho para as redes sociais. Mesmo que seja difícil, é fundamental. Falou tudo.
Obrigada!
Beijos!
um viva pra recomeços, primeiros passos, retornos 💖 quantas vezes precisarmos!
💖 sim. sempre!
fico feliz demais em ter esbarrado em você no nosso mundo dos blogs. é sempre um prazer <3 que a gente pare, mas nunca deixe de voltar!