O projeto DOMINGÃO LIBERTÁRIO faz sua última atividade neste ano: um bate-papo sobre “Capoeira Angola e a Resistência Negra” com o grupo Zimba e convidados. Para lembrar de Zumbi dos Palmares e do 20 de novembro, dia da consciência negra. Domingo 26 de novembro na sede federal (Lopo Gonçalves, Cidade Baixa, Porto Alegre/RS) às 15 horas Participe e difunda este convite! 😀 Obs.: Não haverá programação ao final de dezembro. Em 2007, DOMINGÃO LIBERTÁRIO, no seu segundo ano, com mais atrações de cultura e formação.
Subversiva
♣ Reflexões, práticas e afetos que desafiam a norma. Aqui moram o anarquismo cotidiano, a política do corpo, a ética radical e os sonhos de um mundo liberto. ♣
Ou se vota, ou se luta!
O processo eleitoral desse ano tem se esforçado muito em combater o voto nulo. Com esse intuito os últimos dias de campanha foram marcados por uma campanha agressiva e pontual contra o voto nulo. Assim, assistimos à união de várias frentes contra essa opção “política”. Vamos tentar entender essa campanha observando um dos caminhos desses ataques: A matéria da Agência Carta Maior “Voto nulo, passividade e conservadorismo”, que afirmou: “A pregação do voto nulo está na praça. Seus defensores aparentam ser os mais radicais dos inconformados. Mas apenas incentivam a despolitização, descartam um direito duramente conquistado e fazem coro com a intolerância conservadora” (http://agenciacartamaior.uol.com.br). É bem verdade que muitas das pessoas que aderiram ao voto nulo sequer leram sobre o anarquismo. Quero ir um pouco além nesse texto, discutindo o posicionamento anarquista diante das eleições. Já faz muitos anos que em toda época eleitoral os anarquistas se movimentam para fazer a campanha do voto nulo, neste ano não foi diferente,…
Para repensar o 7 de Setembro
Todos os anos, no dia 7 de setembro, o Brasil comemora o seu “Dia da Independência”. Nas escolas os professores incentivam as crianças a usarem adereços, chapéus e espadas de papel com fitas adesivas e bandeiras verde-amarelas que lembram tal acontecimento. Para acabar com essa data de “orgulho nacional”, bastaria mencionar, de início, que a grande maioria da população ficou excluída historicamente de todo o processo de emancipação política. Os portugueses haviam feito a sua revolução liberal, implementando a Regência de Cortes Constituintes. Porém, o conteúdo liberativo tornou-se conservador, uma vez adotadas as medidas recolonizadoras em relação ao Brasil. Houve uma reação das classes dominantes, constituindo-se no “partido brasileiro” que iria defender a permanência de D. Pedro em terras tupiniquins, acarretando o “Dia do Fico”. O príncipe, manobrado pela elite nacional, entregou a Pasta do Reino para José Bonifácio (representante da aristocracia rural). Criou-se, então, o ministério brasileiro. O país já não obedecia à Corte. O caráter dos decretos ministeriais…
EU VOTO NULO!!! DENOVO!!!
E não é pela total falta de opção, é por princípio!
Indignada
“Vamos celebrar a estupidez humana. Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas. Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado, todos os mortos nas estradas. Vamos celebrar epidemias, é a festa da torcida campeã. Vamos celebrar a fome. Vamos celebrar nossa bandeira. Vamos cantar juntos o hino nacional (a lágrima é verdadeira). Vamos festejar a violência. Vamos celebrar o horror de tudo isso com festa, velório e caixão.” (Legião Urbana – Perfeição) Estou cansada dessa onda de hipocrisia, de pessoas que batem no peito e gritam “viva o Brasil” vestindo o verde e o amarelo, gastando horrores, pixando ruas e calçadas, enquanto falta um prato de comida às muitas crianças esquecidas pelas ruas do país… “Ser brasileiro está na moda?” Vamos expressar nossa indignação e nosso repúdio a essa modinha babaca de verde e amarelo, pois ser patriota não é pintar a cara e pendurar bandeirinhas nas janelas. Enquanto isso os marajás do futebol continuam enchendo os bolsos…
100% CRIME!
Na noite de ontem, no programa “Fantástico” da TV Globo, uma matéria chamou muito a minha atenção, a disputa entre os criminosos do latifúndio, os ambientalistas do Greenpeace e os moradores do Pará. Me intrigou muito o espaço destinado a esse tipo de matéria. As imagens são chocantes. A disputa vem de tempos, e apesar de a ONG Greenpeace, ter deixado o lado ONG pra trás e ter se transformado em empresa, eu admiro o trabalho dos seus militantes e em especial o trabalho que fazem no Pará em prol da Floresta Amazônica. Eu fico indignada com esses latifundiários com seus argumentos estúpidos para justificar o desmatamento da floresta. Um deles inclusive chegou a afirmar que desmatar não é crime. O argumento principal desses criminosos diz respeito à produção do soja. Eles afirmam que desmatam para alimentar o país e diminuir a fome. Ora, se a produção fosse feita realmente para o país, mas é produto para alimentar gado e…




