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Dollhouse – Season Finale: Epitaph Two: Return

Dollhouse – 2×13 – Epitaph 2: Return – 9,5

Exibido originalmente no dia 29 de Janeiro de 2010. Escrito por Maurissa Tancharoen, Jed Whedon e Andrew Chambliss e dirigido por David Solomon.

A saga da  “Dollhouse” chegou ao fim. Mostrando a burrice da audiência estadunidense em deixar uma série tão boa e com potencial para ir ainda mais longe tivesse um cancelamento tão prematuro.

Só não dou um 10 bem lindo para esse último episódio porque algumas questões ficaram sem respostas (questões pequenas que só eu mesmo pra ficar matutando), mas de resto o episódio foi perfeito. Joss mostrou mais uma vez que ele pode fazer você se preocupar com qualquer personagem na tela, assim como fez inúmeras vezes com Firefly, Buffy. Acho que foi o melhor final que Joss e companhia poderia nos dar, considerando o tempo e os limites financeiros.

Dez anos se passaram desde a morte de Boyd Langton e da destruição da sede da Corporação Rossum. O episódio é a sequência dos acontecimentos de “Epitaph One” – o “episódio perdido” da primeira temporada – trazendo Mag (Felicia Day), Zone (Zack Ward) e mini-Echo (Adair Tishler) face a face com a “verdadeira” Echo (Eliza Dushku).

Tucson, a cidade “quartel general” da Rossum, agora é Neurópolis. As pessoas são tratadas como mercadorias, elas são capturadas para os líderes da Rossum poderem escolher o corpo que preferem para si. Repugnante. Além disso eles acumulam uma série de objetos como prataria, obra de arte e toda a riqueza que podem ter por perto. Eles mantém um refém muito importante, Topher (Fran Kranz), que tem a missão de construir um dispositivo que “apagaria” o mundo todo de uma só vez.

Nisso conhecemos o paradeiro de Echo, Ballard, Adelle… Enfim, da resistência. Eles vivem ali pertinho, sempre tentando sabotar os planos da Rossum libertando vário prisioneiros. Victor lidera uma tribo de Tecnológicos, também parte da resistência, mas que andam sem paradeiro. Eles possuem dispositivos móveis de impressão para poder obter impressões necessárias no momento certo. Uma espécie de Echo sem as impressões todas na cabeça.

O grupo assume a missão de libertar Topher. E uma vez livre do controle  da Corporação Rossum, o gênio da computação elabora um plano para salvar o mundo da tecnologia Rossum, mas a liberdade não vem sem sacrifício. eles precisam voltar para a Dollhouse a fim de criar uma espécie de onda que devolverá a personalidade original de todas as pessoas do mundo. O dispositivo precisa ser ativado manualmente e causará a morte de quem o fizer. Topher diz que precisa fazer, afinal ele convive com a culpe pelo Apocalipse. A sanidade dele não existe e a atuação Fran Kranz é magnífica, uma das melhores coisas da série e do episódio.

E eis que ao chegarem na Dollhouse (não sem uma série de inconvenientes e desafios), algo terrível acontece: Ballard (Tahmoh Penikett) morre. Um momento muito intenso e que me deixou aos prantos. Oura surpresa nos aguarda. Algumas pessoas vivem dentro da Dollhouse como ativos (exatamente como era dez anos antes, pessoas extremamente frágeis e sem personalidade. E quem os lidera é Alpha. Num milésimo de segundo pensamos que em seguida teremos uma cena de luta derradeira, entretanto Joss é muito mais sofisticado para fazer isso e nos surpreende com um abraço entre ele e Echo. Ele está ali para tentar salvar aquelas pessoas do caos que está na superfície.

Eliza Dushku arrasou na sua performance, e proporcionou momentos emocionantes, como quando ela deixa transparecer todo o sentimento após a morte de Ballard. Aquela cena foi realmente intensa e de deixar muito marmanjo de olhos marejados. Depois de toda a preparação do grupo para acionar o dispositivo, é chegado o momento: é preciso escolher quem voltará para superfície e adquirir suas memórias originais. A cena em que isso ocorre deixa uma sensação estranha, não sabia se ficava feliz pelo mundo ter retornado ao “normal” (mais ou menos, pois o caos estava instalado, as pessoas apenas receberam suas memórias originais de volta) ou se ficava triste pelo sacrifício de Topher.

Foi emocionante ver Echo finalmente deixando Ballard entrar na sua vida, no seu coração, na sua mente. E melhor do que isso é que  foi um presente de Alpha. Isso abriu uma série de discussões a respeito da possibilidade das impressões interagirem na cabeça de Echo, pois isso nunca tinha acontecido até então. Quem sabe uma melhoria que Alpha fez no sistema da Rossum (e de Topher)? Ou uma possibilidade nova que só foi possível a partir do sentimento que Echo nutria pela nova personalidade em sua cabeça.

O episódio me deixou desidratada e fiquei realmente perturbada com o final (o tempo que demorei para voltar com meus comentários aqui no blog sobre a série deveu-se a minha negação do fim, queria mais).

Uma coisa que tenho pensado bastante é que Dollhouse poderia seguir o exemplo da irmã Buffy e continuar nos quadrinhos contando os dez anos entre “Hollow Men” e “Epitaph Two”. Mas infelizmente acabou. Obrigado, Joss Whedon. Foi bom enquanto durou, é difícil não querer um pouquinho mais

Anarca, feminista, vegana, cat lady, bookworm, roller derby, hiperbólica, entusiasta das plantas e constante aprendiz. Rainha de paus, professora de história, amante de histórias. Meu peito é de sal de fruta fervendo num copo d'água. 🌈✊Ⓥ👩🏻‍🏫👩🏻‍💻📚🧙‍♀️🎨📿🥾🏕️ 🐈 🐈 🐈 🐈 🐈 🐈

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E no fim de Buffy foi rios de lágrimas | trecos & trapos
11 de maio de 2010 11:58 pm

[…] comecei a prestar mais atenção na série apenas quando vi Firefly e Dollhouse, dois trabalhos do mesmo criador de Buffy The Vampire Slayer, o crudelíssimo e genial Joss Whedon. […]

trackback
25 de setembro de 2020 1:06 pm

[…] comecei a prestar mais atenção na série apenas quando vi Firefly e Dollhouse, dois trabalhos do mesmo criador de Buffy The Vampire Slayer, o crudelíssimo e genial Joss Whedon. […]

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