
Rubens caminha todas as manhãs nas mesmas alamedas de Porto Alegre. Em busca de algo que nem mesmo ele sabe. O que importa é o deslocamento. Sobe e desce ladeiras, lombas. Segue reto, dobra à direita, depois à esquerda. Sempre cantarolando uma música. Uma música indecifrável, inventada de pronto, ali mesmo, naqueles instantes de andanças. Para sempre na mesma esquina. Entra no prédio, sobe o elevador até o quarto andar. Abre porta, fecha porta. Acende a luz.




