Um dos meus grandes prazeres ao ver um filme bom, com uma boa trilha é poder ouvir de novo e de novo cada canção. No entanto, em alguns casos, determinada música fica tão associada ao filme que para mim a trilha parece reduzida àquela música. Esse é o caso, por exemplo, de: Footloose: Ritmo Louco (Footloose; Dir: Herbert Ross; EUA, 1984) Música: Footloose de Kenny Loggins A música homônima está no início (ainda nos créditos) e encerra o filme. Como o próprio nome original da produção faz referência, é um ritmo louco. Exemplo de música oitentista. Na minha modesta opinião a melhor música de toda a trilha. O filme termina e a vontade que tenho é sair dançando por aí. Tire a sua própria conclusão. https://www.youtube.com/watch?v=kK2hpeqkYjA Ruas de Fogo – Uma fábula de rock’n’roll (Streets of Fire; Dir: Walter Hill; EUA; 1984) Música: Nowhere Fast – Fire Inc. Rock e cinema sempre andaram de mãos dadas, e filmes sobre rock…
Assistindo
♣ séries, filmes, documentários e vídeos que me atravessam.
Trilhas sonoras
As trilhas sonoras são parte importantíssima de um filme. A opção por determinada canção ou a criação de outra são etapas muito importantes da produção de um filme, e especialmente produzidas para determinado filme ou não, as boas trilhas sempre ficam marcadas na memória. Eu tenho uma pasta no computador dedicada aos álbuns de trilhas sonoras de filmes (e uma também para novelas, séries e até para jogos de vídeo game). Quando eu gosto de uma trilha eu procuro ouvi-la o mais rápido possível (é quase a primeira coisa que faço depois de apreciar um filme). Algumas trilhas são eleitas como preferidas, as que estou sempre ouvindo, repetidamente, à exaustão (diriam alguns). As trilhas sonoras que permaneceram mais tempo no mp3 até agora foram: Apenas uma vez (Once; Dir: John Carney; Irlanda; 2006) Todas as canções da trilha são lindas. O filme é simplesmente maravilhoso. E o tema do filme é a própria trilha sonora. um músico de rua (Glen…
Tim Burton – Vincent (1982)
Que eu gosto pra carambra de Tim Burton não é novidade nenhuma. Então eu resolvi compartilhar meu gosto pessoal e deixar um vídeo do primeiro trabalho em stop-motion dele chamado Vincent. O curta conta a história de um meninho de muita imaginação, cujo nome é Vincent Malloy. Ele tem 7 anos, é leitor de Edgar Allan Poe e sonha ser como Vincent Price, o grande astro de filmes de terror. A animação é feita a partir de um poema de Burton. Durante os mais ou menos cinco minutos de filme o poema é narrado pelo próprio Vincent Price de forma bastante dramática. O clima é macabro e fantasioso, assim como a maior parte da obra de Burton e mistura elementos dos antigos filmes de horror (aqueles estrelados por Price). Segue o vídeo com a animação e o poema na íntegra. Deliciem-se. Vincent Malloy is seven years old He’s always polite and does what he’s told For a boy his age,…
Vicky Cristina Barcelona
É um bom filme, terminou e fiquei com um sorriso no rosto. Achei as locações fantásticas. A narração é boa. Gostei de ver a Scarlett/Cristina tendo um momento Woody Allen no avião quando voltavam de Oviedo. Ali, segundo o Juliano e eu assino embaixo, ela era o Woody Allen no filme. Gostei muito das referências artísticas e principalmente do Javier/Juan pintor. A Penélope/Maria Elena estava sensacional (era a psicopta, vamos combinar). Rececca Hall/Vicky estava ótima e seu dilema (será que eu caso ou compro uma bicicleta?) marcou bastante a tranformação da personagem ao longo do filme. E as transformações são interessantes. Vicky é transformada, Cristina é transformada. No final das contas é isso que acontece quando viajamos, quando conhecemos novas pessoas, lemos algum livro, vemos algum filme: nos transformamos. Elas foram para Barcelona e ganharam uma viagem de auto conhecimento. Outro ponto interessante o questionamento sobre a completude de um casal. Dois são mesmo suficientes? Eu não sei, mas o…
[REC]
Três semanas atrás tive uma experiência aterrorizante. Finalmente vi [REC], uma produção espanhola de terror dos diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza. Ainda não me recuperei. Desde então não consigo mais dormir com a luz apagada quando estou sozinha no quarto, porque o medo do escuro ficou ainda mais forte (não mais do que já fora, isso é verdade). Este texto contém spoilers, recomendo a leitura após ter visto o filme. Uma produção simples, barata bem dirigida. A prova real de que saber contar uma história é suficiente para se fazer um bom filme. Por mais que seja tão batida, como é o caso das histórias de zumbis. O filme não assusta pela quantidade de sangue ou por efeitos especiais miraculosos. O filme assusta pela maneira como a história é contada. A idéia do filme é fazer cinema-verdade, de mentirinha, como em A Bruxa de Blair. A câmera do filme é “a mesma” do cinegrafista do programa “Enquanto você dorme”,…
F.R.I.E.N.D.S.
Foram dez temporadas, seis amigos, muitas histórias e milhões de fãs. Fãs esses que ficaram órfãos. Sentimento de ausência que compartilhei depois de ter visto todas as temporadas em sequência (exceto a primeira que tinha visto ano retrasado) e maratonas de risos e lágrimas. Friends passou pela minha vida e deixou muita saudade. Fico imaginando como foi ver o último episódio para aqueles que acompanharam desde o início as peripécias de Ross, Mônica, Chandler, Rachel, Joey e Phoebe (com aqueles cabelos terríveis lá em 1994). Porque para mim foi muito doloroso, mesmo tendo levado apenas 10 semanas para ver comparado com os dez anos da série. Nas primeiras temporadas eu elegi o meu personagem preferido: Ross. Paleontólogo, um nerd adulto (nem tanto) que “escondia”seu amor platônico por Rachel. Lembro de como chorei vendo as investidas em um romance que parecia impossível. Como fiquei feliz vendo os dois finalmente juntos. No entanto minha preferência foi mudando enquanto a série corria. Chandler…





