Eu já contei por aqui que sou apaixonada por Harry Potter e como isso aconteceu: tardiamente e depois de um longo período de preconceito literário com os livros de J. K. Rowling. Contei que li os sete livros em dois meses, que devorei cada página e saboreei cada aventura e prova de amizade do trio Harry, Hermione e Rony, que me diverti com Snape, que chorei com eles, com cada morte. Nessa aventura de sete anos e sete livros dos bruxos e dos trouxas eu embarquei muito recentemente. E mesmo assim me apaixonei de tal forma que posso me considerar uma fan. Quando comecei a ver os filmes, logo depois de ter lido os livros, achava cada um melhor que o outro. Que eles conseguiam transpor para a tela todos os sentimentos que tinha com as páginas dos livros. Ler o sétimo e último livro deixou uma saudade imenso de todos os personagens, da narrativa gostosa e dos cenários fantásticos, de Hogwarts e de tudo o mais….
Leituras
♣ livros que leio, releio ou desejo ler.
Garota papo-firme
Então que ontem foi o lançamento do livro Nunca fui a garota papo-firme que o Roberto falou, de Cristiane Lisbôa (referência a um canção de Roberto Carlos). E foi super bacana. A moça esbanjou simpatia, ganhei um exemplar do livro, marca-página exclusivo para o lançamento, autógrafo e ainda assisti o pocket show da Gisele de Santi, que terminou com surpresa: ela transformou em canção um dos micro contos de Cristiane, Mas naquele tempo eu não sabia (p. 21) , que ficou muito lindo. Gisele foi um espetáculo à parte. Com uma voz absolutamente linda, me encantou desde a primeira até a última canção. Mas a noite foi de Cris Lisbôa, merecidamente. Hoje de tarde me sentei na cama, aninhada com a Starbuck, com o livro na mão e muita expectativa. O livro é bem pequenino, tem pouco mais de 60 páginas, formato pocket, e uma capa cor de rosa simples e elegante. A diagramação é muito bacana, também simples e…
Nunca fui a garota papo-firme que o Roberto falou
Nunca fui a garota papo-firme que o roberto falou, de Cristiane Lisbôa, é um livro de palavras roubadas. É o que a autora diz: “algumas palavras deste livro foram deliberadamente roubadas. De Caetano Veloso, Marcelo Camelo, Luis Melodia, Sylvia Machete, Marisa Monte, Elis Regina, Vinicius de Moraes e tantos outros cantantes que bailam na minha opção randômica. E impedem que a vida caia na sua mais completa mediocridade”. São 56 pequenos contos reunidos para falar de amor. Cristiane Lisbôa acaba de voltar de São Paulo, onde viveu por 10 anos. Foi repórter da RS, da revista MTV. De volta aos pampas ela trabalha agora na revista Noize. A autora gaúcha já escreveu “Deles e quase o resto“, “Papel-manteiga para embrulhar segredos: cartas culinárias” e “Sylvia não sabe dançar“. E nessa segunda-feira ela lança em Porto Alegre o livro Nunca fui a garota papo-firme que o roberto falou (no Skoob) lá na Saraiva do Shopping Praia de Belas. Com orelha da maravilhosa Fernanda Takai e projeto…
Qorpo Santo, três comédias
Qorpo Santo (José Joaquim de Campos Leão, Triunfo, 19 de abril 1829 – Porto Alegre, 1 de maio de 1883) foi um dramaturgo gaúcho esquecido por muito tempo, que teve sua importância recuperada apenas na segunda metade do século XX. Ele nos deixou como herança uma extensa obra teatral, todas as suas peças estão em domínio público, disponíveis para download gratuito na página do Domínio Público. Criou sua própria gramática, de onde se pode compreender a peculiar grafia de seu nome. Foi professor, diagnosticado como louco e interditado judicialmente a pedido da própria família, escrevia compulsivamente. Recentemente li um livrinho (o diminutivo refere-se apenas ao tamanho físico do livro, e não a sua qualidade) editado pela Mercado Aberto com três de suas comédias. A obra editada como As Relações Naturias: três comédias, contém as peças As Relações Naturais, Mateus e Mateusa e Eu sou vida, eu não sou morte. Textos curtíssimos escritos em Maio de 1866 que brincam o tempo todo com as palavras…
Morgan: O único, de Douglas Eralldo
Morgan: O único é o livro de estréia de Douglas Eralldo. Morgan, o protagonista, é um zumbi que conta sua história. Ele narra como foi se transformar em zumbi e como foi encontrar a pequena cidade (que fica claro ser do Rio Grande do Sul) em que vivia e tudo que aconteceu depois de ter levantado da própria tumba. Uma ideia interessante e o maior mérito do livro, e apesar de não ser o primeiro defunto a narrar sua história na literatura nacional, é o primeiro a narrar os post morten (pelo que tenho conhecimento). Morgan é um zumbi diferente, aliás, bastante diferentes dos zumbis a que estamos habituados. Morgan tem consciência do que é e do que faz. Ele consegue pensar e articular estratégias tanto para encontrar sua cidade, quanto para fugir ou procurar certas pessoas. No entanto, o próprio Morgan/narrador afirma o tempo todo como os zumbis são burros e não pensam: ele tem cérebro, ao passo que…
Gota D’água – uma tragédia carioca
Gota D’água é uma releitura da Tragédia Grega de Eurípedes escrita por Paulo Pontes e Chico Buarque durante a Ditadura Militar no Brasil. A tragédia de Chico e Paulo sai da Grécia e chega nos morros cariocas. É a história de Joana e Jasão. E da vizinhança da Vila do Meio-Dia. Jasão trocou Joana para casar-se com Alma, filha do rico Creonte. A história se desenrola aos moldes do original grego, mas ambientado no Rio de Janeiro e ganhando contornos modernos, personagens novos e novas motivações. Joana sente-se traída, grita, chora, faz o diabo. Mas Joana não é Medéia, e no Rio ela é macumbeira. Promete desgraçar a vida de Jasão, de Alma e de Creonte, que não só é o pai de Alma como construiu o conjunto habitacional popular onde Joana e seus vizinhos moram e cobra preços absurdos pelas casas. Cada uma já pagou o preço inicial, mas os juros mais do que dobraram o valor do imóvel….






