Eu adoro mel. Na infância esperava ansiosa o café da tarde para comer pão com mel. Hummm. Uma delícia. Sempre tinha um pote de mel no armário. e não era raro assaltar o tal pote enquanto minha vó dormia logo depois do almoço. Era a primeira aventura da tarde. E sempre que ouço a abertura de um programa de uma rádio AM, da qual não recordo o nome, eu sinto o cheiro do mel. Mas o pote de mel de hoje não está relacionado às lembranças de infância. Na verdade sim. Já explico. Pote de Mel é o nome da panificadora que abriga a Bibliopote, uma biblioteca comunitária idealizada por Alessando Martins em Curitiba. A idéia é muito bacana: pegue um livro, devolva quando quiser. Sem registro, sem assinaturas, sem burocracia, apenas o prazer de ler. E no início dessa semana as minhas humildes doações chegaram lá em Curitiba. Fico feliz em poder ajudar em um projeto tão bacana. Ajude…
Leituras
♣ livros que leio, releio ou desejo ler.
Blade Runner recontado por Andréa del Fuego
Em maio recomendei aqui no trecos&trapos o blog da escritora Andréa del Fuego, falei um pouco sobre quem ela era e o que ela já escreveu. Pois bem, Andréa (se permite a intimidade) é uma grande escritora, e ela se aventurou a escrever um conto baseado na trilha sonora de Blade Runner. A publicação do conto foi via internet, pela Mojo Books, a primeira editora 100% digital do Brasil. E agora ela também disponibilizou no blog através do Scribd. Para quem gosta de música e literatura a página da editora é uma boa pedida para horas de navegação. Como diz lá memo no site, a proposta é simples: se música fosse literatura, que história contaria? Depois de um cadastro rápido e indolor, é possível ler os diversos contos, livros e HQs publicadas dentro da proposta da Mojo Books ler o blog da editora.
1984 de George Orwell
A primeira vez que eu li 1984, de George Orwell (no auge dos meus quatorze anos) o fiz por curiosidade. Nasci no ano de 1984 e queria saber o que um livro escondido em um canto da biblioteca da escola e com tal título poderia me dizer. Fui criada para ser uma bitolada, tanto pela escola quanto pela família (não intencionalmente: família pobre e sem instrução). O gosto pela leitura (paradoxalmente incentivado por minha mãe) me desviou desse caminho agonizante. E ao ler 1984 lá em 1998 eu fiquei chocada com tudo aquilo. Pensei se tratar apenas de uma ficção científica politizada, uma crítica à sociedade que poderíamos criar. Não conhecia a história de como e porque o livro foi escrito. Quando descobri isso, já mais madura (aos 17 anos) reli o livro e fiquei ainda mais assustada. Sabia o quanto daquilo era real, e o quanto estava próximo da realidade. Conhecia a história, do livro e da humanidade. Sabia em que circuntâncias George Orwell…
A Casa no Morro, de Olivia Maia
Tem um blog que estou sempre lendo, o Forsit. A blogueira é uma guria cujo nome é lindo, é Olivia. E eu adoro esse nome. Olivia Maia, nome bom ela já tem. E ela escreve muito bem, escreve tão bem que já tem dois livros publicados, Desumano e Operação P-2. Mas não foi por isso que resolvi comentar sobre a moça. É que ela publicou nas últimas semanas os retalhos de seu conto para o Le Monde diplomatique Brasil (no suplemento Palavra). Contos em parte sempre dão a sensação de quero mais. É uma leitura até o continue. E esperar o final sempre me deixa aflita, ainda mais se for como A Casa no Morro, título do tal conto. O que saber antes de ler? Que é um conto policial. Como ela, eu gosto do gênero. E para ler tem que acessar a parte 1, a parte 2, a parte 3, a parte 4 e o gran finale! Para quem…
Dia da Toalha
Amanhã, 25 de maio, será celebrado em todo o mundo, quiçá em todo o universo, o Dia da Toalha. Uma homenagem dos fãs ao autor da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams. As comemorações consistem em sair de casa com sua toalha. E não esqueçam: quanto maior a toalha, maior a sua utilidade. Mas afianal de contas, por que dia da toalha? Primeiro porque os fãs queriam homenagear o autor depois de sua morte. E teria de ser algo engraçado, visto que sua obra mais conhecida diverte muitas pessoas em todos os cantos do mundo. Como no Guia do Mochileiro das Galáxias Douglas dedica uma página inteirinha às toalhas e sua importância para um mochileiro da galáxia: “A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas…
Acesso gratuito pela rede mundial de computadores ao Clássico de Cervantes
O Brasil, mais precisamente os órgãos responsáveis pelo fomento, divulgação e financiamento da cultura do país poderiam espelhar-se na atitude do governo de Aragão, na Espanha. São eles os responsáveis por gravar, editar e distribuir toda a obra Don Quixote de forma gratuita em formato mp3. Uma obra clássica cujo título original completo era El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha, com sua primeira edição publicada em Madrid no ano de 1605. O livro é um dos primeiros das línguas européias modernas e é considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola. Com isso é possível fazer download dos 52 capítulos da primeira parte e os 74 da segunda através e escutar a obra completa em espanhol no próprio computador. Essa atitude tem o claro objetivo de difundir a cultura e a produção espanhola. O projeto está na contramão da massificação produzida pelo “modo de vida americano” (American Way of Life) largamente difundido desde a década de 1950….




