Uma dica: quando criança fazia anotações nos caderninhos escolares, ouvia conversas por detrás das portas, adorava os papos de elevadores e ficava muda nas reuniões de mulheres adultas para que não a notassem. Andréa Fátima dos Santos adotou em homenagem à Luz Del Fuego (dançarina famosa nos anos 50 e que, na verdade, se chamava Dora) o nome Andréa Del Fuego. A sugestão mais do que perfeita veio de sua sogra (e há quem diga que as sogras só atrapalham). A moça que não é filha de intelectuais e chegou a afirmar em uma (pequena, singela e de belas palavras) autobiografia: “livro em casa nem o de receita. Eu não tinha referências da escrita enquanto produção. Não tinha um espelho digno desta função”. Formada em publicidade trabalhou como produtora em cinema e revistas. Começou sua vida de escritora respondendo dúvidas sexuais de leitores de uma revista de rádio paulista. Filha de mineiros ela comeu pelas bordas e já publicou quatro…
Leituras
♣ livros que leio, releio ou desejo ler.
Um outro lado.
Às vezes sou também boneca. Escrevo coisas pequenas, palavras amenas e histórias de qualquer tema. Caminhos cruzados, pensados, tomados. São andanças descritas com minúcia e abundância. Mas às vezes esqueço de mostrar. Guardo no fundo de uma gaveta e deixo para as traças as apreciações. Outras quero contar e ouvir as opiniões.
A Casa dos Pacheco – mininovela
A escritora Andréa del Fuego começou no inicio deste mês mais uma mininovela. Vale a pena conferir por dois motivos. Primeiro porque a Andréa é uma ótima escritora e segundo porque ela usa como referência para seus capítulos as ilustrações de Norman Rockwell, grande artista do início das décas de ’30, ’40 e ’50 do século XX. No que consiste? Buenas, editar imagens para que a seqüência delas lhe dê uma história! Eu mesma fiz algo parecido dia desses: parecido porque usei apenas uma imagem e a partir dela criei um pequeno e insano diálogo entre um monstro azul e uma boneca alagoana (presentes de amigos queridos).
Paulo Leminski
Eu eu quando olho nos olhos sei quando uma pessoa está por dentro ou está por fora quem está por fora não segura um olhar que demora de dentro de meu centro este poema me olha *a mesquinhez de certas pessoas me assusta, mas ainda tenho coragem e dignidade para olhar nos olhos!
Tolkien Reading Day!
Hoje é um ótimo dia! Dia de sentar com os amigos, com a família, ou mesmo sozinha para saborear as maravilhosas palavras de Tolkien. Porque o dia 25 de Março é o Tolkien Reading Day (Dia de Leitura Tolkien)! Iniciado em 2003 o dia oficial de ler Tolkien foi criado pela Tolkien Society e já se encontra na 5ª edição. A criação de um dia especial para ler determinado autor oferece um aparato simbólico para incentivar a leitura. Essa espécie de evento mundial tem incentivado crianças, adultos, universitários e estudantes em alfabetização a dedicarem mais tempo de suas vidas lendo. É interessante para quem nunca leu o obra de Tolkien começar e para os leitores assíduos para reler e reviver as aventuras narradas por esse escrito incrível! Aproveite essa terça-feira e leia também um pouco a fantástica obra de Tolkien.
A última esperança sobre a Terra
Acabo de ler A última esperança sobre a terra, de Richard Matheson (1954). Livro de ficção fantástica que é realmente fantástico! Perdoem a fraqueza no trocadilho, mas estou de castigo, trabalhando em pleno feriado! A obra que foi adaptada para o cinema três vezes sob os títulos Mortos que matam (The Last Man on Earth, 1964) e A Última Esperança Sobre a Terra (The Omega Man, 1971). A filmagem mais recente foi Eu Sou a Lenda (I Am Legend, 2007). Três filmes diferentes, representam o cinema de suas épocas. O ponto central é a obra literária, mas suas histórias se desenrolam a partir do mundo em que foram concebidas os três filmes. Ainda não vi as duas primeiras versões, portanto posso apenas basear meu julgamento na adaptação de 2007. E posso dizer que apesar de ter gostado um pouco do filme o livro é, sem sombra de dúvidas, muito melhor! Cabe ressaltar, no entanto, que são duas experiências distintas e bastante interessantes.




