Em maio recomendei aqui no trecos&trapos o blog da escritora Andréa del Fuego, falei um pouco sobre quem ela era e o que ela já escreveu. Pois bem, Andréa (se permite a intimidade) é uma grande escritora, e ela se aventurou a escrever um conto baseado na trilha sonora de Blade Runner. A publicação do conto foi via internet, pela Mojo Books, a primeira editora 100% digital do Brasil. E agora ela também disponibilizou no blog através do Scribd. Para quem gosta de música e literatura a página da editora é uma boa pedida para horas de navegação. Como diz lá memo no site, a proposta é simples: se música fosse literatura, que história contaria? Depois de um cadastro rápido e indolor, é possível ler os diversos contos, livros e HQs publicadas dentro da proposta da Mojo Books ler o blog da editora.
Cultura
♣ Consumo crítico e apaixonado de cultura pop, marginal e experimental. O que vejo, ouço, leio e jogo com olhar afiado e coração aberto.
Arquivo X: Eu quero acreditar
Depois de 10 anos do primeiro filme estréia nesta sexta-feira (25 de julho) o filme mais esperado do ano por esta que vos escreve. X-Files: I Want To Believe (Arquivo X: Eu quero acreditar) é o segundo filme produto da série criada por Chris Carter, fenômeno de audiência em todo o mundo. No filme poderemos ver David Duchovny e Gillian Anderson de volta aos papéis dos agentes do FBI Fox Mulder e Dana Scully. Chris Carter selecionou oito episódios de Arquivo X, por serem ligados ao filme de alguma forma. A maioria dos episódios selecionados a agente Dana Scully é atormentada por visões enquanto Fox Mulder se mantém cético. Eses episódios fazem parte de um Box, o Arquivo X Essencial. Os episódios selecionados foram: – Episódio Piloto (Pilot), da 1ª temporada; – O Vidente (Beyond the Sea), da 1ª temporada; – O Hospedeiro (The Host), da 2ª temporada; – O Repouso Final de Clyde Bruckman (Clyde Bruckman´s Final Repose), da…
Why So Serious?
Ontem foi a tão esperada estréia de Batman O Cavaleiro das Trevas. Assisti à noite, porque meu horário de trabalho não é tão flexível quanto gostaria. Comprei os ingressos na quinta, porque previ sessões esgotadas horas antes de iniciar. De fato, as críticas positivas acerca do filme são mais do que verdadeiras. O filme é fantástico. Batman bateu recorde de bilheteria, teve uma campanha de dar inveja envolvendo muita gente em ações de divulgação. A Marca do Coringa esteve em todo lugar, e o alvoroço foi geral. Pois ver o filme é ainda melhor do que toda a expectativa. Confesso que os meus personagens preferidos sempre foram os da Marvel, e na mocidade tinha um certo preconceito em relação ao Homem Morcego. Tudo mudou com Batman Begins (2005). Aquele filme me fez repensar e até comecei a ler os quadrinhos. Hoje adoro esse personagem. Tem alguns personagens da DC que eu sempre gostei, mas não vem ao caso. O fato…
Batman vs The Dark Knight Trailer
Ainda na onda de Batman: O site CollegeHumor.com fez um vídeo bem bacana comparando o filme de 1989 do mestre Tim Burton e a grande estréia da semana, The Dark Knight do Christopher Nolan. Assista o vídeo, tire suas conclusões e compartilhe nos comentários. E não esquece de ir ao cinema conferir o novo filme! Batman vs The Dark Knight Trailer Why so similar?
Rock e Cinema
Minha primeira postagem oficial no Cinezine, um ótimo blog sobre cinema do amigo Tiago! Hoje é o Dia Mundial do Rock. Essa data foi instituída em 1985, quando o músico Bob Geldof juntou dezenas de artistas e criou o festival beneficente Live Aid em benefício das vítimas da fome na Etiópia. Para não passar a data em branco resolvi deixar uma lista de cinco filmes sobre rock’n’roll. Não são os cinco melhores, nem os cinco mais vistos, nem os cinco mais importantes. São apenas cinco filmes escolhidos subjetivamente. Juventude Transviada 111 minutos, EUA, 1955 Direção: Nicholas Ray Roteiro: Stewart Stern, baseado em estória de Nicholas Ray Sinopse: Jim Stark (James Dean) é um encrenqueiro, que fez os pais se mudarem de uma cidade para outra até se fixarem em Los Angeles, que é preso de madrugada por embriaguez e desordem. No distrito policial está Judy (Natalie Wood), uma jovem que está revoltada com o pai, que a chamou de vagabunda…
1984 de George Orwell
A primeira vez que eu li 1984, de George Orwell (no auge dos meus quatorze anos) o fiz por curiosidade. Nasci no ano de 1984 e queria saber o que um livro escondido em um canto da biblioteca da escola e com tal título poderia me dizer. Fui criada para ser uma bitolada, tanto pela escola quanto pela família (não intencionalmente: família pobre e sem instrução). O gosto pela leitura (paradoxalmente incentivado por minha mãe) me desviou desse caminho agonizante. E ao ler 1984 lá em 1998 eu fiquei chocada com tudo aquilo. Pensei se tratar apenas de uma ficção científica politizada, uma crítica à sociedade que poderíamos criar. Não conhecia a história de como e porque o livro foi escrito. Quando descobri isso, já mais madura (aos 17 anos) reli o livro e fiquei ainda mais assustada. Sabia o quanto daquilo era real, e o quanto estava próximo da realidade. Conhecia a história, do livro e da humanidade. Sabia em que circuntâncias George Orwell…




