Fora de cena havia três décadas, o gênio insano, primeiro líder de uma das minhas bandas preferidas (e de milhões de pessoinhas nesse mundão), Pink Floyd, Syd Barrett morreu na semana passada. Uma grande perda com certeza, apesar de sua vida reclusa em Cambridge. Ele, na frente do Pink Floyd, foi responsável pelo êxito inicial da banda em um meio extremamente vanguardista de Londres na década de sessenta. Sua relação com a música e com as drogas, principalmente o LSD, o afastou da banda, mas o legado que ele deixou para o grupo e para os fãs como eu, foi sem sombra de dúvidas muito importante. Como eu não tenho mais os meus LPs do Pink Floyd (por motivos que não vêm ao caso), passarei a semana inteira escutando e me deliciando com o CD The Dark Side Of The Moon, uma homenagem do grupo ao ex-líder.
Cultura
♣ Consumo crítico e apaixonado de cultura pop, marginal e experimental. O que vejo, ouço, leio e jogo com olhar afiado e coração aberto.
Parabéns
Para Paul McCartney! O muso inspirador, o grande homem, lindo, charmoso e talentoso… 64 anos de pura música! E ele ainda está inteiraço. Esse é o aniversário sobre o qual ele cantou de forma tão memorável na música When I’m Sixty-Four (Quando eu tiver 64 Anos) no álbum que foi um marco dos Beatles, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, de 1967. Paul McCartney não está “decadente” como previu a canção. Na realidade, continua jovial e criativo com a ajuda da filha de dois anos, Beatrice Milly. E continua a escrever músicas, apresentar-se publicamente e criar em outras mídias. O festejo foi ontem, mas ainda tá valendo, pois ontem não tinha tempo nem cabeça pra postar, foi minha prova do ingresso extra vestibular da UFRGS. Um verdadeiro martírio. Mas ainda bem que existe nosso ex-Beatle pra alegrar nossas tardes de descanso pós prova horrível de difícil. Um viva pra ele: VIVA!
nós somos seres estranhos
Pra começar, as novidades: Ontem recebi a ilustre visita do Nenung, da banda Darma Lóvers. Foi muito legal conhecê-lo pessoalmente, de quebra fiquei com o 1º CD da banda. Fantástico. Pra terminar, os anseios: Vou tentar o ingresso extra vestibular pra UFRGS, estou muito ansiosa e estudando muito, embora eu esteja pedindo transferência para o mesmo curso, História, na prova caem conteúdos relacionados às Ciências Sociais e Filosofia. Na torcida.
O contexto como conteúdo
Acabei de ler um livro muito bom que usei para um trabalho da faculdade. O nome do livro é “No interior do Cubo Branco: ideologia no espaço da arte“ de Brian O’Doherty. Eu recomendo pra todos que se interessam por arte, principalmente arte contemporânea, porque o livro trata exatamente do espaço da arte, da galeria, de toda a ideologia que ela carrega em diferentes épocas do modernismo e do pós-modernismo. “A clássica hostilidade da vanguarda expressa-se por meio do desconforto físico (teatro radical), barulho excessivo (música) ou pela remoção das constantes de percepção (o recinto da galeria). São comuns a todas elas as transgressões da lógica, a dissociação dos sentidos e o tédio. A ordem (o público) experimenta nessas arenas quanto de desordem ela suporta. Esses lugares são, então, metáforas de consciência e revolução. O espectador é convidado a um recinto onde o ato de aproximação volta-se contra si mesmo. Talvez uma atitude rematada da vanguarda fosse atrair o público…
Top 5 – Show do U2 em São Paulo
Coisas Boas: 1 – COEXIST, escrito com a lua crescente do Islã, a estrela de Davi e a Cruz. Emocionante; 2 – A sequência-protesto: Sunday Bloody Sunday, Bullet the Blue Sky, Miss Sarajevo, Pride (In the Name of Love); 3 – Ver que as músicas novas não devem nada aos clássicos; 4 – Ver a emoção da platéia e a adrenalina do Bono; 5 – Poder ver de GRAÇA e de camarote pela TV. Coisas Ruins: 1 – Não estar lá; 2 – Não ter visto o show do Franz Ferdinand; 3 – Ver o Ronaldinho no telão; 4 – A única parte do discurso em que Bono diz gostar do carnaval porque une ricos e pobres, o que, quem mora no Brasil sabe, é uma grande mentira; 5 – O Zeca Camargo.
O Hobbit – J. R. R. Tolkien
Ontem à noite terminei de ler, ou melhor dizendo, devorarar O Hobbit. O livro é fantástico, surpreendente e as aventuras são incríveis. Quando comecei a ler não pensei que iria terminar tão cedo: férias, outro ritmo de leitura. Pelo contrário, quase comi as páginas de tão excitantes e instigantes que são. Pode parecer babação de ovo, e é, mas eu simplesmente amei. As aventuras de Bilbo Bolseiro são tão boas quanto as de Frodo Bolseiro, e se Peter tivesse gravado O Hobbit também, teria feito um ótimo trabalho e só viria a acrescentar na Saga do Anel.




