Nesse último fim de semana tive a oportunidade de conhecer pessoalmente alguém que merece todo o respeito por sua história e pela história que ele ajudou a construir. Tive a oportunidade de conversar inúmeras vezes e sobre assuntos diversos com um homem, um senhor, que viveu e fez muitas coisas das quais sempre tive vontade de ter vivido. Que agora fazem parte da História, que só posso acompanhar pelas leituras, pelo curso na universidade, pela viagem temporal que faço na minha mente. Ele participou do famoso Maio de 68 na França (que completa 40 anos agora em 2008), conheceu Che, foi um ferrenho militante anti-franquista e pegou os últimos anos da Guerra Civil Espanhola. Mas antes de tudo ele era pedreiro. Conheci pessoalmente, abracei, comemorei seu aniversário, fiz bolo para ele, cantamos canções libertárias. Nada mais, nada menos que Lucio Urtubia. O anarquista irredutível fez sua primeira visita ao Brasil aos 77 anos de idade. Sua vida virou documentário, e…
História
Nosso caráter temporário.
Faz umas duas semanas, eu terminei de ler um livro muito bom: Do Mar ao Deserto – A Evolução do Rio Grande do Sul no tempo Geológico, do professor Michael Holtz da UFRGS. é um livro de divulgação do curso de Geologia. Ele narra a história da Geologia, a formação da terra, as teorias em voga e as já “ultrapassadas”, mostra como o RS se tornou o que é hoje, de maneira agradável, fácil e a leitura é prazerosa. Mesmo sendo para leigos e não leigos, o livro tem uma preocupação com o caráter acadêmico, sempre citando fontes e aplicando conceitos. Gostei em especial do último capítulo, todos são bons, mas o último é maravilhoso. Neste capítulo ele fala suas conclusões acerca da história geológica de nosso estado e coloca algumas questões para reflexão que são muito pertinentes: Ao longo da marcha evolutiva surgiu um ramo de animais que hoje chamamos de gênero ‘homo’, que se diferencia dos demais animais pela fala bem desenvolvida e…
O papel do Museu e da Galeria no espaço da Arte
O segundo semestre de 2006 iniciou e inesperadamente a pergunta não veio do lugar comum. Numa disciplina acadêmica, quem geralmente questiona seus alunos são os professores. Porém não em Introdução à Arte. Surpreendentemente, eu, aluna do Departamento de História, me vi elaborando uma questão para colaborar nas discussções do semestre: “Qual a importância do Museu e da Galeria enquanto espaços de arte?” O objetivo seria responder a pergunta inicial, entretanto na tentativa de encontrar as respostas encontrei novos questionamentos. A metodologia proposta era, então, responder a famosa pergunta através das diversas visitas, leituras e conversas durante os meses de aula. Fui em busca dos subsídios para a árdua tarefa de responder a questão feita por mim mesma. Ao sugerir escolher um texto dos Cadernos da Bienal do Mercosul decidi-me por ler um texto de Brian O’Doherty. A partir disso acabei lendo o livro dele: “No Interior do Cubo Branco: a ideologia do espaço da arte“. Após a leitura pude concluir…
vida inconstante
Em um dia choramos, em outro sorrimos. Ainda bem que tudo é assim, diferente, inconstante. Acho que se sempre tudo fosse do mesmo jeito não teria muita graça. E a gente valoriza mais os momentos felizes, as coisas legais. Como esse que estou vivendo agora, sim, pois ontem li meu nomezinho na lista dos aprovados na prova terrível de extra vestibular realizada no dia do aniversário do Paul. Passei em segundo lugar e agora serei aluna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O tempo de UNISINOS já era. E agora é só felicidade. É deixar a vida levar.




