Livros Chick-lit não fazem parte da minha rotina literária. Até então eu havia lido apenas um – O Diário de Bridget Jones (Helen Fielding) – e mesmo tendo gostado bastante, não voltei mais ao gênero. Foi apenas agora que abri espaço na minha agenda para outro exemplar. A lógica para inserir Melancia de Marian Keyes na lista de livros a serem lidos no ano partiu da necessidade de ler algo leve, de fácil compreensão e rápido, pois estou muito preocupada com o trabalho de conclusão de curso no momento para me dedicar a leituras muito complexas e que exija um nível de comprometimento muito alto. E de fato, o propósito foi atingido. A leitura foi agradável, rápida e leve. Um ponto de partida um tanto deprimente, admito, entretanto necessário para trazer a baila uma história de superação, maturação e autoconhecimento. Confesso que em alguns momentos fiquei com raiva de algumas personagens, pelos discursos proferidos em relação ao que estava acontecendo…
Cultura
♣ Consumo crítico e apaixonado de cultura pop, marginal e experimental. O que vejo, ouço, leio e jogo com olhar afiado e coração aberto.
Sobre o final de Lost
O que falar sobre o final de Lost? Tanto já se disse, muitos escreveram (de coisas boas até a completa falta de entendimento da série e principalmente do final). Pois é. eu não posso dizer que me satisfiz com aquele final. Na verdade eu achei um episódio bom, interessante para um final, mas de outra série. Lost precisava ser diferente. Sei lá, acho que aquela coisa meio espiritualista não agradou. Preferia um final mais ficção científica, se é que me entende. Não pareceu que o final fora programado e pensado desde a quarta ou terceira temporada como os criadores disseram/prometeram. Mas também, quem sou eu pra falar. Não pense que achei um final de todo ruim, pelo contrário, gostei bastante de muitas coisas, só achei que Lost merecia mais. Pra ser sincera, os finais de Battlestar Galactica, Buffy, entre outras, mexeram muito mais comigo. O final não amarrou bem a temporada, quem dirá a série inteira, com suas seis complexas…
Coraline
Sobre o filme Coraline, o mais apropriado a se dizer é que ele é lindo, de uma beleza contagiante. O filme é uma animação stop motion (que eu particularmente adoro) e já vi duas vezes – pretendo ver mais. Mas não é pura estética, o argumento é muito bacana e ser adaptado de uma obra (homônima) de Neil Gaiman agrega certo valor a produção. E a personagem encanta tanto quanto a estética e a narrativa. Que imaginação aquela garotinha tem. E que imaginação o senhor Gaiman tem. Gosto de mentes criativas, e mais ainda de quem usa a imaginação para viver, seja criando como forma de sobrevivência ou simplesmente usa a imaginação no dia a dia – assim mesmo, sem hífen, que foi excluído depois dessa nova regra, coitado – para resolver situações as mais diversas. É impossível não se apaixonar pelo figurino de Coraline. Isso mesmo, figurino. Ela veste roupas feitas a mão pela micro tricoteira estadunidense Althea Crome….
E no fim de Buffy foram rios de lágrimas
Então terminei de ver Buffy nesse fim de semana. Precisei de um pouco de tempo para me recuperar. Mais uma vez passando por cima dos meus preconceitos. Olhava torto, de cara feia, sempre que ouvia falar do tal seriadinho de uma caçadora de vampiros. E comecei a prestar mais atenção na série apenas quando vi Firefly e Dollhouse, dois trabalhos do mesmo criador de Buffy The Vampire Slayer, o crudelíssimo e genial Joss Whedon. E sob influência pesada do Juliano, é claro. Não poderia ser diferente: me apaixonei instantaneamente pela série. Pelo argumento, pelo roteiro, pelos personagens. Tudo em Buffy me fazia ficar horas em frente ao computador e à televisão vendo um episódio atrás do outro. Assim, terminei de ver as sete temporadas em muito menos de um ano. Penso em todos os fãs que acompanharam a série durante sete longos anos, toda a semana, compartilhando as alegrias, as dores e as aventuras que a Sccoby Gang enfrentava. Se…
Isabel Allende
Eu nunca consegui ler Isabel por inteiro. Falta de oportunidade, apenas isso. Porque adoro a história de vida dessa mulher e sou uma espécie de masoquista da leitura. Já li muita pessoas comentando sobre o tom de tragédia de suas obras e como isso faz com que elas se afastem de Isabel. Já eu quero me aproximar, experimentar um pouco dessa tristeza e da tragédia que ela escreve, descreve e compartilha com o leitor. Simpatizo com as tragédias mais do que com as histórias felizes. Quem, afinal, é Isabel Allende? A Wikipédia ajuda. E biografias da autora não faltam pela rede: Nasceu em 1942, em Lima, Peru, mas costuma dizer que é chilena por formação e convicção. Segundo dados fornecidos pelas editoras, é a escritora latino-americana mais lida do mundo. Dada sua história de vida repleta de grandes acontecimentos – como o golpe militar chileno em 1973 (é sobrinha do presidente Salvador Allende) e a morte da filha, Paula, em…
Confissões de um poeta
Comecei a ler Pablo Neruda logo por um livro de memórias, eu que nunca li sequer um de seus poemas. O poeta comunista conta em Confesso que Vivi sua trajetória de vida desde sua infância no sul do Chile até o 11 de setembro mais marcante da história recente da América Latina: o golpe que derrubou e matou Salvador Allende na década de 1970 no Chile. E como esse poeta passou por coisas nessa vida. Trabalhou nos muitos consulados chilenos pelo oriente, na Espanha (onde presenciou um dos maiores e mais emblemáticos conflitos do século XX, a Guerra Civil Espanhola), passeou por outros países da Europa e da América Latina. Foi Senador do Chile e candidato à presidência do mesmo país. E muitas outras coisas mais. O livro é dividido em partes temáticas, ou seja, a cada parte ele trata de um tema diferente de uma fase de sua vida. O Jovem Provinciano: parte em que o autor narra sua…





