Filmes e séries

Welcome to the DOLLHOUSE

Amanhã é o dia da season finale de Dollhouse. Mais, é dia da serie finale. Pois sim, a série foi cancelada e durou apenas duas temporadas. Joss Whedon não da sorte mesmo, a magnífica Firefly foi super sacaneada e cancelada na primeira temporada. E ao contrário do que muita gente diz por aí, Dollhouse é uma série muito bacana. Subestimada.

Eu não vou mentir, não é uma série perfeita. Existem alguns passos em falso – e mesmo alguns erros gritantes – já no primeiro episódio, mas existe um grande potencial no conceito, nos personagens e na história. Potencial que se desenvolveu principalmente na segunda temporada. Talvez pelo cancelamento. Não sei. Só sei dizer que o crescimento da série na segunda temporada é inegável.

Dollhouse, o lugar, é uma organização secreta. Até aí nenhuma novidade, existem muitas séries sobre organizações secretas. O diferencial da Dollhouse é que nela, seus clientes obtém um produto único e caríssimo: uma Doll, ou seja, uma pessoa que disponibilizou seu corpo em troca de muita grana para que sua memória fosse removida e outras várias pudesses ser inseridas nele. Parece complicado, e é.

A tecnologia utilizada pela Rossum (corporação da indústria farmacêutica que mantém a casa) cria memórias que são inseridas nos cérebros dos ativos e a partir de então eles adquirem todas as lembranças físicas e emocionais e passam a acreditar piamente serem aquelas novas pessoas. Se for implantado uma memória de um fí­sico nuclear que luta Karatê, a pessoa saberá tudo de física nuclear e ainda lutará Karatê. Acreditará que é realmente esse físico lutador e terá lembranças de toda uma vida. Em suma, remove-se a personalidade original para que uma nova personalidade ou conjunto de habilidades possam ser impostas a eles. Os cientistas loucos da Dollhouse utilizam implantes baseados em compostos de pessoas reais para que o ativo posse ser exatamente quem o cliente quer ou precisa: um amante, um lutador, um tutor, chef, who knows what else. E enquanto eles estão na casa, nas folgas entre um trabalho e outro, eles ficam em estado de bonecas, um folha em branco, frágeis como bebês que apenas pensam em ser os seus melhores.

Existem momentos em que você pode pensar “Whedon, você é um diretor melhor do que isso.” Nem por isso eu acredito que a série não teria condições de render mais uma temporada pelo menos. Fazer o que se o mercado televisivo se baseia em números – audiência, ganhos com anúncios, publicidade, $$$$.

Centrada em uma doll em particular, Echo, a série mostra a cada episódio uma nova personalidade e um novo cliente. Uma semana ela pode ser apenas uma garota mimada servindo de amante de algum ricaço e no outro uma ladra especializada em roubos de obras de arte. Psicóloga, médica, detetive, ladra, muitas são as personalidades que Echo assume nos episódios.

E a exemplo de Arquivo X, a série também tem uma mitologia que vai se desenvolvendo ao longo dos episódios. Echo é especial, ela começa a guardar as diversas personalidades e tenta descobrir o mistério por trás da Rossum. Outros personagens também são fixos e colaboram na mitologia, como Paul Ballard, agente do FBI obcecado em provar a existência da Dollhouse e Boyd, uma espécie de segurança particular de Echo (todo ativo possui um para acompanhar as empreitadas para as quais eles são contratados e garantir a segurança deles, são também responsáveis por oferecer o tratamento aos ativos para que eles voltem a casa e tenham a personalidade removida).

Echo assume uma luta pessoal e as escondidas, pois se tudo que envolve a Dollhouse é obscuro, isso é apenas a ponta do iceberg. Coisa muito pior está por vir!

Anarca, feminista, vegana, cat lady, bookworm, roller derby, hiperbólica, entusiasta das plantas e constante aprendiz. Rainha de paus, professora de história, amante de histórias. Meu peito é de sal de fruta fervendo num copo d'água. 🌈✊Ⓥ👩🏻‍🏫👩🏻‍💻📚🧙‍♀️🎨📿🥾🏕️ 🐈 🐈 🐈 🐈 🐈 🐈

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