Buenas, o clima de férias pode ser ótimo, mas a vida anda, a vida anda em mim. Por isso sigo com as velhas e agradáveis rotinas (as rotinas ruins são aos poucos descartadas). E nada melhor para começar esse 2008 do que com a republicação da última nota do ano de 2007 no já citado inúmeras vezes Estratégia & Análise. É só ler e comentar, nada de mais. Não dói não. Artista guatemalteco, artista latino-americano Aníbal López recentemente adotou o pseudônimo A-1 53167 (número do documento de identidade do artista) nasceu e vive na Guatemala. O ato de assinar com um número de identificação constitui um protesto contra a desigualdade e o preconceito racial existente em seu país, tornando-o apenas “mais um cidadão Guatemalteco”. Como artista latino-americano ele apresenta pela Guatemala, sua terra natal, sua área de interesse e ação do trabalho artístico. Ele a cita constantemente, colocando-a em questionamentos e mapeamentos de suas peleias e conflitos. Seus projetos conectam-se…
Criação
♣ Espaço para minhas expressões artísticas e experimentações visuais. Aqui o fazer importa tanto quanto o pensar, e a arte é ferramenta de mundo.
Estratégia & Análise #5
Mais uma quarta-feira, a última do ano. E mais uma nota do Estratégia & Análise republicada aqui. Arte-ativismo, a sabotagem de Minerva Cuevas. Minerva Cuevas nasceu em 1975 na Cidade do México, lugar onde vive e trabalha até hoje. Ingressou na Escuela Nacional de Bellas Artes em 1993. É conhecida pelo humor ácido e provocador de seu trabalho, o qual chega mesmo a confundir-se com uma forma de ativismo político. O intento é fazer a obra refletir sua desconformidade e luta contra as relações capitalistas. Partindo desse pensamento ela cria, em 1998, a “Mejor Vida Corp” (MVC) composta por ela mesma. Mantendo uma imagem simbólica de empresa privada ela oferece produtos e serviços de forma gratuita na página da corporação. Atos de generosidade que objetivam atender a demandas, pequenas necessidades, da população e contradizer as relações comerciais atuais. A artista realiza intervenções urbanas e virtuais, sob forma de micro políticas de ação social em campanhas pacíficas e declaradas contra o…
Estratégia & Análise #4
Mais uma semana se passou e já estamos na quarta-feira de novo. Buenas, para os desavisados, hoje é dia de republicar a minha nota semanal do Estratégia & Análise por esses pagos. Quinta pasada publiquei por lá a seguinte nota: Alvaro Oyarzún, um nome da arte contemporânea chilena. O artista plástico Alvaro Oyarzún organiza seu trabalho de forma bastante fragmentada. Formatos, assuntos e técnicas variados, que se dispersam e se acumulam na parede. Sua obra acaba por desconstruir a polaridade da pintura: superfície e representação. No entanto denota uma investigação rigorosa referente ao meio pictórico. Disseca seus diferentes aspectos. O gesto, a cor, a narração, o retrato, o desenho e, inclusive, a fotografia. Em sua proximidade as pequenas histórias que ele cria e os cruzamentos entre elas articulam diminutos lotes que se ligam e formam um jogo com todo o seu material. Com as circunstâncias que ele propõe se abre a possibilidade tradicional para ser uma pintura, mas não é….
Os mortos invadirão Porto Alegre novamente!
Hoje à tarde uma legião de mortos vivos sairá pelas ruas de Porto Alegre, assutanto e procurando por miolos. É a segunda Zombie Walk de Porto Alegre. Um movimento público que ocorre em grandes centros urbanos do mundo todo em forma de caminhada, reunindo fãs de filmes de horror. A idéia é ser um zumbi durante a caminhada, agindo como tal: interpretando e se comunicando como “mortos vivos”, vestidos a caráter, grunhindo, gemendo e gritando “miolos” ou “cérebros”. O evento é uma flashmob, divulgado quase que somente pela internet. A primeira foi no Canadá, em 2003, com apenas seis participantes. A primeira caminhada dos mortos do Brasil foi em Belém e a maior Zombie Walk da América Latina foi a de Porto Alegre, com 400 participantes no dia 9 de dezembro de 2006. E foi tão bacana que rendeu muitas fotos e vídeos. Quem estiver disposto a se caracterizar de zumbi e passar por lá, se divertir horrores e terrores…
andanças [1]
Rubens caminha todas as manhãs nas mesmas alamedas de Porto Alegre. Em busca de algo que nem mesmo ele sabe. O que importa é o deslocamento. Sobe e desce ladeiras, lombas. Segue reto, dobra à direita, depois à esquerda. Sempre cantarolando uma música. Uma música indecifrável, inventada de pronto, ali mesmo, naqueles instantes de andanças. Para sempre na mesma esquina. Entra no prédio, sobe o elevador até o quarto andar. Abre porta, fecha porta. Acende a luz.
poEma
Poema. Pô. É mágico.





